Saiba como aproveitar melhor o período das férias de julho

Nova York, EUA. Mais um período de férias está a caminho. Mas relaxar é mais difícil do que se imagina. Às vezes, é preciso ajuda profissional para organizar as férias – e a cabeça – de tal forma que seja possível relaxar, e não simplesmente passar todos os momentos daquela esperada viagem pensando no trabalho, na caixa de e-mails lotada, nos gastos, no telefone, nos problemas do mundo e por aí vai.

É possível se livrar de tudo isso? Segundo especialistas da ciência do cérebro e do comportamento, a resposta é “sim”. O segredo é entender não somente seus motivos para tirar férias, mas também o papel do seu cérebro na luta para manter a rotina do trabalho.

O primeiro ponto importante da organização para as férias é começar a preparar sua mente bem antes do dia de dizer “tchau”. Ou seja, comece agora.

Imagine um carro confortável indo a mil por hora na Via Expressa, seu motor rangendo em esforço. Então, o motorista pisa no freio. O carro derrapa, gira, bate no guarda-corpo e, finalmente, para. É assim que seu cérebro funciona quando você sai “de férias“. As pessoas, hoje em dia, trabalham em intensidades históricas, sempre conectadas e consumidas pelo trabalho. Então, não é nenhuma surpresa que, apesar de seu corpo estar confortavelmente descansado em uma espreguiçadeira à beira da piscina, seu cérebro continua formulando listas de “coisas a serem feitas” quando voltar para casa.

Na realidade, não é realista, segundo especialistas, imaginar que o cérebro vá simplesmente se desligar de casa. E é por isso que, segundo Emma Seppala, diretora adjunta do Centro de Pesquisas e educação em Compaixão e Altruísmo da Universidade de Stanford, nos EUA, é preciso praticar maneiras de “se desvencilhar” diariamente.

Para a especialista, o processo envolve se esquecer dos problemas pelo menos uma vez por dia. Isso significa deixar de lado o telefone pelo menos uma hora antes de dormir ou não procurá-lo logo quando acordar pela manhã para saber se chegou o e-mail que você esperava. Outra opção interessante é fazer uma caminhada, ou colocar os pés para cima e descansar por dez minutos. Melhor ainda, segundo especialistas, é praticar exercícios de meditação para tornar o pensamento mais lento.

Seppala já viu as consequências positivas da meditação. Ela trabalha com soldados veteranos que voltaram para os Estados Unidos e precisam se desligar dos traumas de guerra. Eles usam um exercício simples: respiração profunda. Mesmo após poucas inaladas profundas, houve uma queda na “resposta imediata” dos veteranos. Eles se tornavam menos estressados.

Outro ponto importante para ter boas férias é deixar seu contexto diário para trás. Hábitos são formados e reforçam o contexto físico em que vivemos. Acordamos na mesma cama, olhamos para o relógio, corremos para o chuveiro, dirigimos até o trabalho. E, no dia seguinte, tudo novamente. Mas os hábitos não são meramente físicos, eles também são emocionais. O contexto físico que os cerca reforça seu estado de espírito, segundo Russel Poldrack, professor de neurobiologia da Universidade do Texas, nos EUA.

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