Pegue um bonde para conhecer o mundo

Os bondes resistem ao tempo e mantêm uma aura vintage. Como algumas linhas percorrem os principais pontos turísticos das cidades, utilizá-los é uma ótima maneira de fazer um city tour diferente gastando pouco. E o melhor: boa parte deles está estrategicamente localizada em lugares famosos por suas ladeiras – o que poupa o sobe-e-desce dos turistas. Conheça os mais charmosos e não perca o bonde na próxima viagem.  

Rio de Janeiro
 

Que tal descobrir os encantos do bairro de Santa Teresa à moda antiga? Os bondinhos são uma mão na roda para percorrer suas ruas sinuosas. Tombados pelo patrimônio histórico, eles conservam o interior de madeira. São duas linhas – Paula Matos e Dois Irmãos – com saídas a cada meia hora. Partindo do Largo da Carioca, no centro do Rio, eles passam por cima dos famosos Arcos da Lapa e sobem as ladeiras de paralelepípedos. Pelo caminho, dá para apreciar a Igreja e o Convento de Santa Teresa, que deram nome ao bairro, além do Largo do Curvelo. O Parque das Ruínas merece uma descidinha: de lá se tem uma das melhores vistas da orla. Aos sábados, há um passeio especial, o Bonde Histórico, onde um guia turístico mostra os principais pontos turísticos e faz uma paradinha no Museu do Bonde. Tarifa: R$ 0,60. Já o Bonde Histórico custa R$ 6 e sai às 10 horas do Largo da Carioca.  

Lisboa – Portugal
 

Os “amarelos” , como são carinhosamente chamados os bondinhos, dão um toque extra de nostalgia à Lisboa. A linha 28 faz um trajeto turístico pelo centro histórico durante 40 minutos. E nem vai ser preciso esforço para encarar as subidonas estreitas dos bairros Alto, Baixo e Alfama. O bondinho passa por mais de uma dezena de igrejas e conventos. Uma boa dica é desembarcar no Miradouro de Santa Luzia, um mirante de onde se tem uma vista panorâmica com o Rio Tejo ao fundo. Prepare a câmera fotográfica. Tarifa: € 2,50  

San Francisco – EUA
 

Os centenários bondinhos, que percorrem as famosas ladeiras, já se tornaram ícones de San Francisco – e passeio quase obrigatório aos turistas. A cada esquina, o motorneiro toca o sino e para o veículo para a subida ou descida de mais passageiros. São três linhas que cruzam a cidade. Não deixe de embarcar na Powell-Hyde, que começa no Powell Market, cruza os bairros altos de Nob Hill e Russian Hill. Do alto de uma ladeira se avista a Ilha de Alcatraz, antiga prisão de segurança máxima. Dê uma descidinha na Lombard Street, entre as ruas Hyde e Leavenworth, considerada a rua mais sinuosa do mundo. Tarifa: US$ 5  

Budapeste – Hungria
 

Embarque na linha 2 e garanta um lugar na janelinha. No lado Pest da cidade, o bonde amarelo acompanha o trajeto do Rio Danúbio. E passa pertinho dos belos prédios debruçados às suas margens, considerados patrimônio histórico pela Unesco. Pelo caminho, o bonde cruza o Parlamento, o maior edifício do país. À noite, a iluminação realça suas torres pontudas. Em seguida, vem a Ponte das Correntes, a primeira construção a unir os dois lados da cidade. Já do outro lado do rio, se ergue o majestoso Palácio Real. Tarifa: 320 forints (cerca de R$ 2,80)  

Melbourne – Austrália
 

A cidade se orgulha de ter uma das maiores frotas de bondes elétricos do mundo: são cerca de 500, dos mais antigos até versões modernas. Se quiser conhecer o centro, pegue a linha City Circle que percorre cartões postais – de graça e com um guia turístico que explica um pouquinho da história de cada monumento. Já a linha 96 leva até o bairro boêmio de St. Kilda, apinhado de lojas e restaurantes descolados. E na hora da fome, dê um pulo até o Tram Restaurant, um bondinho do século 19 que foi transformado em um restaurante. Tarifa: 3,80 dólares australianos (cerca de R$ 4,70)

* Preços pesquisados em março/2011 – IG

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