Campos do Jordão Definitivo

Não tem jeito! Campos do Jordão não sai de moda.

Em uma noite gelada do quase inverno, após d’algumas horas de churros e vai-e-vem, no conjunto de poucas ruas e infinitas pessoas, turistas torpes, como você, sem luvas e com a mão tremendo, entregará o tíquete do estacionamento ao manobreiro. Ouvirá: São cinquenta e oito reais. Bem-vindos. Campos do Jordão por Adoro Viagem.
Os termômetros abaixam e o fenômeno começa. Campos do Jordão, a dita Suíça Brasileira. Turistas chegam aos montes às montanhas.
Campos poderia muito bem figurar como destino de verão, outono ou primavera. Toda a sorte de lojinhas e restaurantes, hotelaria encorpada, 1 hora e meia de São Paulo, natureza do tipo agradabilíssima e o tal requinte e sofisticação fariam de Campos destino para se usar o ano todo.
Mas, não se vêem por ali a partir do dia 31 de Julho nem ao menos um gato preto às ruas. Cidade desligada. O que perdura até a próxima Páscoa vindoura. A história abaixo se repete.
Campos está em meio aos bosques e araucárias da Mantiqueira, exatos 167 km de São Paulo. 1740 metros de altitude, uma das cidades mais altas do Brasil. O frio caracteriza apenas o clima, a cidade cozinha sob as altas temperaturas do agito.
Mesa posta, menu farto: São mais de 80 restaurantes e duas dúzias de bares, perenes ou sazonais, 220 hotéis, uma centena de trilhas, festas em mansões para quem sabe de mais, baladas pop-ishs para quem tem idade de menos. Festival de música clássica, super-stands estilo salão do automóvel e apenas dois milhões de turistas.
O centrinho, La Genéve, que insiste em vestir o guarda roupa de telhados de uma estranha Suíça é o coração pulsante do todo. A pequena vila recebe a partir da Páscoa e principalmente Corpus Christie inúmeras retocagens: Franquias de restaurantes da moda, concessionárias itinerantes que servem prosseco, clubs de temporada, mini arenas de programas de TV, um shopping inteirinho com lojas de ocasião e muita, mas muita gente.
Do feliz companheiro que tirou seu sábado para participar do encontro anual dos donos de Ferrari, das famílias caminhando sempre ansiosas-desesperadas, dos infinitos teenagers com a energia do “primeiro-porre”, aos senhores e senhoras de idade. Dos casaizinhos na faixa dos 30 aos alguns tigrões da pegação. É difícil definir o público exato de Campos do Jordão. Mas estão todos ali, na mesma fila de espera, em busca do próximo chope.

  Fonte: Uol

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