Bordeaux, capital mundial dos vinhos e vinhedos.

No sudoeste da França, a Aquitaine – “a região das águas” assim batizada por César é também a que fornece os vinhos mais renomados do mundo. Quem não sonhou em ouvir os nomes de Yquem (Sauternes), de Margaux (Médoc), de Pétrus (Pomerol) ou de Mouton Rothschild (Médoc)?

Estes prestigiosos castelos produtores de vinhos estão em nossas terras. Você Sabia?

Na Aquitaine ninguém escapa à civilização do vinho. Quer possua uma videira ou não, quer seja um membro de uma confraria, amante informado ou simples apreciador de vinhos, que importa! Mais de 2000 anos de vida comum propiciaram uma relação de proximidade entre o homem e a vinha. A videira e o vinho fazem parte de nosso cotidiano. Eles são a nossa história, formando nossas paisagens, enriquecendo nossa memória. Impossível de separar o vinho da terra que a viu nascer: homens, cidades e vilarejos, fortalezas, igrejas, castelos… Na Aquitaine sua vida e a do vinhedo sempre estão estreitamente ligados, uma característica presente nos vinhos de Bordeaux ou nos de Bergerac, o Jurançon ou o Irouléguy, vinho “de sable” ou vinho do czar…

Vinhos? Na Aquitaine é para festejar todas as ocasiões da vida. No verão, os rosés (o Bordeaux Claret ou o Lys de Buzet) são para os piqueniques no campo ou na praia e, se às cinco da tarde alguns apreciam sua xícara de chá, na Aquitaine é a hora de uma belo prato de salames acompanhado de um tinto ou de um rosé gouleyant.

Na hora do aperitivo deixe seduzir-se por um Lillet (vinho cuit – branco ou tinto – extraído das cascas das frutas cítricas e das ervas aromáticas, é o aperitivo predileto dos cidadãos de Bordeaux), a menos que se prefira um Sauternes, um Barsac ou um Monbazillac para saborear.

Os frutos do mar são sempre servidos com um branco seco, que pode ainda ser deliciosamente frutado: um Entre-deux-Mers ou um Bordeaux Supérieur, a menos que você não “balance” por um Irouléguy. Quanto ao prato principal, peixe ou carne, ou os dois, quase sempre, tudo depende da ocasião para a qual você cozinha para saber qual vinho servir. Em geral somos tentados por um Graves, um Médoc ou um Saint Emilion, a menos que você prefira um Duras ou um Madiran.

Cada um sabe que vinho e queijo fazem uma boa parceria mas você já provou um vinho licoroso – Jurançon de colheitas tardias por exemplo – com uma massa com queijos como o Roquefort ou o Bleu des Causses?

E se você já escolheu um bom vinho tinto… um Pécharmant, com uma musse de chocolate (amargo, evidentemente)?

Ao fim da refeição, o paladar fica marcado por esses sabores por muito tempo, após se ter experimentado de tudo em uma região gasconha. Chegou a hora de degustar a “veille prune”, um liquor de ameixas ou um armagnac. É aliás, ao fim de uma boa refeição que as qualidades e as riquezas de um armagnac expressa o melhor, mesmo se os armagnacs novos podem servir para perfumar de certos pratos. Um armagnac?

“Um armagnac ao sair do alambique pode ser uma excelente “cave gascanha” entre um “salmis de palombes” e um peru com castanhas. Incorpado em cinqüenta graus etílicos, um armagnac de três anos flamba deliciosamente uma omelete ou uma galinha de angola, e dentro de uma xícara de café pode animar um amante da “juventude”. É necessário ao menos dez anos no mesmo barril de carvalho para se fazer um produto harmonioso e vigoroso. Depois, a cada ano se acrescentarão um toque especial a mais, uma nota a mais, um novo perfume. Em vinte e cinco anos, se assemelhará a uma obra prima. E logo, na taça, só , ele mesmo, a eternidade o modificará”.

Os castelos vinícolos abertos ao público são mencionados nos quias especializados em denominações. Estes guias são editados e distribuídos pelos Sindicatos Vitícolas e as Casas de Vinho mencionadas abaixo. Diversos escritórios de turismo organizam visitas nos vinhedos. Calendários de visitas e de excursões com uma simples consulta.

Várias sugestões de roteiros enoturísticos: visitas, caminhadas, passeios a cavalo, bicicleta, degustação, hospedagem em casas de viticultores, estágios de enologia, etc.

Clique aqui e faça o download das brochuras e mapas dos vinhedos da Aquitaine.

Um comentário em “Bordeaux, capital mundial dos vinhos e vinhedos.”

  1. Viajar pela região de Bordeaux é sempre uma experiência única. Tato, olfato, visão e principalmente o paladar, todos os sentidos se aguçam com as belezas e delícias que saltam ao olhos de turistas ávidos por conhecer novas sensações.

    Indo a França não deixe de conhecer Bordeaux e estando lá não volte sem fazer uma visita as fazendas de pequenos produtores de vinhos e queijos. Experimente todos!

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