O elefante digital no turismo

Há uma velha lenda indiana em que um elefante, portador de força descomunal, permanece preso por seu dono, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira.  Um dos animais mais temidos da selva fica preso a um pedaço de pau, imóvel. Os sábios da Índia explicam que o elefante não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. No passado, o elefantinho tentou se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele.  Após muitas tentativas, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado onde lhe colocaram.
O paquiderme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.
Trago esse ensinamento porque em recente pesquisa que coordenei para entender como se dava a promoção das agências de viagens em um determinado segmento deparei-me com um resultado espantoso: quase 90% das empresas estava com o seu site e suas redes sociais desatualizados e praticamente a totalidade não possuía uma estratégia de comunicação digital com foco em vendas.
Ora, quem disse que as agências tradicionais não poderiam migrar também para uma forte presença on-line, fazendo frente às temidas OTAs? Quem as obrigou a ser inimigas da tecnologia e esperar, resignadas, por um suposto fim?
Por que seus sites não são responsivos, com conteúdo relevante, feitos para captar leads?
Por qual razão as redes sociais são amadoras e sem graça, se falamos de uma indústria que vive do sonho, da sedução e da experiência?
Quando perguntei para alguns de seus proprietários a razão de não repensarem o negócio, muitos disseram que não sabiam por onde começar. Outros disseram que não poderiam entrar em uma briga de cachorro grande. Ninguém assumiu que estão em um cativeiro imaginário.
Marketing digital não é futuro. É presente. Não é luxo. É necessidade.  Não é o bicho papão. Agora, não dominar o ambiente digital é pior que a Cuca e o Minotauro juntos.
Há ainda aqueles que se acham vanguardistas. Esses devem ser francos e em sua auto-reflexão verificar se realmente são eficientes no universo online. Estou cansado de ver empresários se gabando de ter um invejável CRM quando na verdade possuem uma lista de e-mails que é utilizada para enviar jpeg de promoção, de forma aleatória, nada estratégica.
Há aqueles que, autodidatas, investiram e não tiveram retorno. São aqueles que amaldiçoam a faca por terem se cortado e não a falta de habilidade em manipulá-la. Em nossa agência, por exemplo, investimos muito em conhecimento e reflexão para entendermos como a estratégia online e offline se alinham e asseguram o sucesso das organizações. E isso não se aprende em tutorial no youtube ou blogs. Exige tempo, paciência, tentativas,  muito trabalho, com erros e acertos.
Investir em marketing digital não é barato. Embora as quantias investidas, em termos absolutos, sejam viáveis a todo tipo de empresário, é preciso ter know how para saber como cada centavo pode ser revertido em vendas, a curto ou longo prazo. Qualquer centavo desperdiçado é mais caro que qualquer real bem gasto. O mais caro no marketing digital não é o valor de uma campanha, tampouco as ferramentas utilizadas. O que pode representar investimento maior é a contratação de agências ou profissionais para dirigir a empreitada.
E não se trata de chamar o amigo do sobrinho para ajudar. A moçada, em sua maioria, domina as ferramentas, mas lhes falta o entendimento da indústria, das idiossincrasias do mercado e a experiência de uma vivência estratégica. Não basta ter uma audiência inchada, de fãs que não têm nenhum vínculo, nenhum interesse ou recursos para se tornarem clientes. Comprar audiência de baciada é tão inteligente quanto anunciar rodízio de carne na Índia.
Implantar um plano digital não é apenas escolher o canal certo para a comunicação adequada pensando no público esperado. Exige compreensão de economia, Marketing- com M maiúsculo- finanças e tecnologia. Parece muita coisa. Mas, como o limite do elefante da estória indiana, o desafio pode ser grande, mas é totalmente vencível. Basta perceber a necessidade de se mover,  seguir adiante, para não morrer.
Ricardo Hida é formado em administração pela FAAP e pós-graduado em comunicação pela Cásper Líbero. Foi diretor da H&T Eventos, executivo de vendas na Air France-KLM, gerente de marketing na Accor Hospitality e diretor-adjunto do Escritório de Turismo da França no Brasil. Atualmente é CEO da Promonde. Dirigiu a comissão de turismo da Britcham e CCFB e é diretor da ABTLGBT. Ele escreve no Brasilturis às quartas-feiras. Contato: ricardo@promonde.com.br

Decolar.com é suspensa por Sindicato em razão de propaganda enganosa

A empresa de venda de pacotes turísticos online Decolar.com foi suspensa de seus direitos associativos no Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP) por, segundo a entidade, não informar em seus anúncios o preço total das passagens que comercializa.
Segundo o sindicato, o site pratica ‘propaganda enganosa’ ao colocar em anúncios o preço do trecho aéreo sem incluir a taxa de serviço, que é informada no final da compra. A companhia nega e afirma que suas práticas seguem a legislação brasileira e que sua política de preços é clara para o consumidor.

Segundo Eduardo Nascimento, presidente do sindicato, a conduta da Decolar.com configura infração estatutária, induz o consumidor a erro e prejudica a livre concorrência das demais agências de turismo. “O preço anunciado não é o preço que eles entregam ao cliente. Nosso dever é alertar o consumidor para o tema”, afirma

LEIA TAMBÉM: Chega! Ninguém merece ser enganado

A suspensão ocorreu nesta sexta-feira (9). A entidade afirma que já havia advertido a associada há seis meses, mas não concordou com a defesa apresentada por ela.
A Decolar.com tem agora 180 dias para se pronunciar e mudar suas práticas. Caso isso não ocorra, Nascimento afirma que levará o caso ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Procon. A Decolar.com também poderá ser excluída definitivamente do quadro associativo do Sindetur-SP.

O sindicato afirma também que iniciou um processo interno para verificar as práticas das demais agências de turismo online, conhecidas por profissionais do setor como OTAs. As investigações internas foram geradas após reclamação de outras agências de viagem associadas.

Outro lado

Em nota, a Decolar.com afirmou que seu modelo de negócio está de acordo com o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor no Brasil, e que a empresa “apresenta de maneira clara o preço a ser pago por uma passagem, hospedagem ou qualquer outro serviço oferecido”.

“No momento do fechamento da compra de qualquer bilhete/hotel, o consumidor sabe de modo discriminado o que está sendo cobrado. No site, o consumidor tem a oportunidade de antes de fechar o negócio visualizar os valores cobrados por cias. aéreas e hotéis disponíveis para o destino escolhido”, afirma.

A empresa também diz que não é uma operadora de turismo tradicional e que é assim que deve ser interpretada.

Fonte: G1 São Paulo

Costa Favolosa fará cruzeiro com Roberto Carlos na temporada 2017/2018


O viajante brasileiro terá mais opções para realizar uma viagem de navio no próximo verão. Com a confirmação da 12ª edição do projeto “Emoções em Alto Mar”, do cantor Roberto Carlos a bordo do mega navio Costa Favolosa, a Costa Cruzeiros anuncia a ampliação de sua oferta de roteiros de três e quarto noites para a temporada 2017/2018 na América do Sul.
A companhia marítima realizará seis minicruzeiros pela costa brasileira entre os meses de dezembro deste ano e fevereiro de 2018. Desse total, três minicruzeiros farão escalas inéditas pela cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Além de proporcionar visitas às praias ensolaradas do destino catarinense com direito a prática de esportes e banhos de mar, nas paradas em Balneário Camboriú, o hóspede Costa pode adquirir excursões para o Beto Carrero World, considerado o maior parque temático da América Latina.

PUBLICIDADE

Os minicruzeiros serão realizados a bordo do mega navio Costa Favolosa, um dos mais modernos e tecnológicos da frota, com embarques do porto de Santos. Além de Balneário Camboriú, os roteiros incluem passagens pelos destinos do Rio de Janeiro, Ilhabela, Porto Belo e Angra dos Reis. O cruzeiro “Emoções em Alto Mar” de Roberto Carlos, por sua vez, acontece entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 2018.

“É um prazer e uma honra ter Roberto Carlos pela 12ª vez em um navio da Costa. Com a inclusão deste projeto especial, conseguimos reestruturar nossa programação e lançar mais três minicruzeiros para o próximo verão, satisfazendo as reais necessidades do mercado brasileiro e introduzindo Balneário Camboriú como um novo destino. Ao longo dos próximos anos, seguiremos atuando em estreita colaboração com instituições brasileiras para adicionar progressivamente outros destinos em nossos roteiros”, ressalta Dario Rustico, diretor geral de Vendas e Marketing da Costa Cruzeiros na América do Sul.

Os minicruzeiros da Costa estão em Reais e podem ser adquiridos em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito. Todos os roteiros programados para a temporada 2017/2018 estão disponíveis no site, exclusivo para as agências de viagens.

Fonte: BrasilTuris