Conheça as praias de nudismo no Brasil e saiba como se comportar

Enquanto na Europa é absolutamente comum ver famílias inteiras nuas nas praias, no Brasil a questão ainda gera discussão e até certa curiosidade entre as pessoas que desconhecem o naturismo. Apesar de serem exibidos nas praias como a do Pinho em Santa Catarina alguns dos menores biquínis do mundo, a nudez ainda é um tabu por aqui. Pelo menos, para a maioria da população.

Mas não para cerca de 10 ou 20 mil pessoas que costumam frenquentar os cerca de 35 espaços – entre praias, pousadas e clubes – associados à Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). Apesar dos locais oficiais, os encontros acontecem em vários outros pontos. “As pessoas não entendem que o fato de estarmos nus não reflete uma questão erótica e de desrespeito, ao contrário, o objetivo é encorajar o autorrespeito e o respeito ao próximo. É muito mais simples do que imaginam. Para nós que praticamos, a nudez é social, natural”, explica José Antônio Ribeiro, presidente em exercício da FBrN.

Apesar de a nudez estar no centro da curiosidade de quem olha de fora, o movimento vai muito além disso e se baseia na experiência de uma filosofia de retorno à natureza como a melhor forma de viver.

Mais especificamente, o “naturismo é um modo de vida em harmonia com a natureza, expressado pela nudez social ligado ao respeito a si mesmo, à tolerância de diferentes pontos de vista e ao respeito ao meio ambiente”, conforme define a Federação Internacional, que tem base na Áustria.

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“O Brasil ainda é relativamente novo no movimento, mas em 2008 sediou o encontro mundial, o que não é muito usual para países menos ativos, o que mostra que a prática está crescendo por ai”, explica a canadense Stéphane Deschênes, integrante da entidade internacional e responsável por divulgar o naturismo fora da Europa. Segundo ela, em países como França, Alemanha e Holanda, a prática é absolutamente natural e apenas uma praia de nudismo chega a reunir 15 mil pessoas em um dia.

Nudez x lei

Com o movimento ganhando maior destaque nacional, o número de curiosos que pretendem conhecer espaços nudistas tem aumentado. Mas, de acordo com a lei brasileira, a nudez em locais públicos é criminalizada e considerada atentado ao pudor, por isso os encontros naturistas acontecem em oito praias regulamentadas por decretos municipais, além de clubes, ambientes privados e pousadas liberais. “A maioria das pessoas que vão a estes lugares são naturistas e frequentam os espaços há algum tempo. Mas todo naturista já foi curioso algum dia. Portanto, devemos ter uma relação bacana com eles porque podem ser futuros praticantes em potencial”, afirma Carina Moreschi, uma das responsáveis pelo site Brasil Naturista e praticante há 17 anos.

Para ela, entre os benefícios que a filosofia traz para a vida, estão a chance de levar pouca mala nas viagens, aceitar o próprio corpo e o dos outros em todas as formas e o mais importante, “tomar sol no corpo inteiro é um excelente remédio”. Ela explica que médicos inclusivem receitavam o banho de sol nu como prática medicinal.

Sem roupa total

As pessoas interessadas em visitar as praias por aqui devem ter em mente alguns cuidados simples para evitar constrangimentos e viver a experiência por completo. Vale lembrar que desrespeitar qualquer das regras do estatuto conhecido como ‘Normas Éticas do Naturismo Brasileiro’ (veja o conteúdo do estatuto na íntegra abaixo) gera advertência, expulsão do local e até proibição de frequentar reuniões futuras.

A primeira característica do movimento no Brasil é que é o único país do mundo em que a nudez é 100% obrigatória nestes espaços, já que ficar sem roupas é opcional no resto do mundo.


FALTAS GRAVES
COMPORTAMENTOS INADEQUADOS
Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual
Praticar violência física Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem permissão
Utilizar meios fraudulentos para obter vantagens para si ou para terceiros Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranquilidade alheia, e/ou desrespeito aos horários de silêncio regulamentados
Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas
Causar dano à imagem pública do naturismo ou das áreas naturistas Deixar lixo em locais inadequados
Provocar dano à flora, à fauna e à imagem do naturismo
Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimento a outros naturistas
Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica
Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o top less durante o período menstrual
Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória em relação a outros naturistas ou visitantes

Proibido homens desacompanhados

Outra regra é que, na maioria das praias, os homens não podem entrar desacompanhados. Eles precisam sempre estar com alguma presença feminina, a não ser que sejam cadastrados na Federação Internacional e possuam uma carteirinha de identificação de sócio da entidade. O pedido do cartão pode ser feito via internet, mas depende de uma série de avaliações. No Brasil, uma das exigências é ser apresentado por um afiliado. “Não basta entrar no site e escrever porque nós vamos avaliar, encontrar a pessoa, terá um processo de triagem. Isso porque de cada 10 contatos que nós temos, a maioria é de pessoas desacompanhadas que não querem praticar o naturismo, mas na verdade ter práticas sexuais”, explica o presidente da FBrN.

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Sem muito contato

Apesar das regras, que servem para manter um consenso entre os adeptos deste estilo de vida, a rotina destes ambientes em nada difere de um local qualquer, já que nenhuma convenção social ou atividade é proibida nas praias de nudismo.

No entanto, alguns avisos fazem parte do convívio. Os responsáveis pedem que, especialmente os casais, evitem trocar carícias e contatos físicos exagerados em público. “Eu nu, minha esposa nua, se começar a abraçar é óbvio que vou ficar em estado de excitação. Então pedimos para evitar contato físico em público para evitar situações constrangedoras”, afirma José Antônio.

Apesar das recomendações, as situações que geram desconforto entre os nudistas são muito raras, segundo ele. Isto porque um dos objetivos centrais da filosofia é desmistificar a nudez e desvinculá-la do erotismo. “As pessoas pensam que só de olhar vão ficar excitadas. Não é assim que funciona, porque não temos erotismo em relação à nudez”, diz.

Público

Em geral, a maior parte dos frequentadores das praias e pousadas são casais e pessoas acima de 40 anos. “O que eu vejo é a presença maior de pessoas com mais idade. Ao meu ver, os anos de vida dão mais aceitação ao corpo”, comenta Carina.

E é justamente esta falta de conhecimento do corpo o que faz muitos jovens que frequentavam a praia quando crianças “sumirem” com a chegada da adolescência. O público entre 14 e 25 anos é o menos presente, pois os meninos se sentem inseguros e as meninas têm vergonha de ficarem sem roupa. No entanto, há encontros organizados especialmente para os jovens, assim como para outras faixas etárias e grupos.

Fonte: Terrahttp://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/praia/conheca-praias-de-nudismo-e-saiba-como-se-comportar,98b4512006c04410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

O que fazíamos – ou não – em nossas viagens quando não existia Internet

Quando não tínhamos Internet (parece que falamos de séculos atrás, mas se pensarmos bem veremos que isso foi há pouco tempo) nossa forma de viajar, desde sua organização prévia à sua execução, era muito diferente de como é agora. Eis aqui alguns exemplos:

· Íamos necessariamente a uma agência de viagens. Agora muitos de nós organizamos as viagens por nossa própria conta, desde a compra da passagem até a reserva do hotel, e inclusive reservamos passeios, restaurantes ou spas antes de viajar.

· As passagens de avião eram frágeis, pareciam folhas de papel de fumar. Tinham uma terrível tendência a perder-se e/ou rasgar-se, costumávamos guardá-las sob sete chaves e com muito cuidado para não as perder, pois era uma verdadeira odisseia emitir uma nova passagem! Agora levamos o bilhete de avião no celular em forma de código QR.

· Enviávamos cartões-postais. Muitas vezes a gente chegava antes do cartão-postal! 😉

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· Tirávamos um número limitado de fotos, só as necessárias! Considerando o que custava o filme e a revelação, não passava pela cabeça de ninguém tirar fotos a torto e a direito. Por outro lado, existia uma vantagem: não fotografávamos tantas bobagens como fazemos agora! 😉

· Tínhamos mapas das estradas. Não havia um carro de viajante que se prezasse que não tivesse o mapa das estradas para não se perder. Agora temos um navegador em nosso carro que nos indica o caminho a seguir para chegar ao nosso destino… mas mesmo assim acredito que continuamos nos perdendo do mesmo jeito.

· Perguntávamos aos moradores locais, de cada esquina, onde podíamos encontrar um bom restaurante. Agora consultamos o TripAdvisor ou algo similar antes de viajar ou inclusive na hora. Sabemos perfeitamente quais são os melhores bares, restaurantes e hotéis e inclusive o preço!

Por isso podemos dizer sem medo de errar que a Internet significou um grande avanço no que se refere às viagens… só tenho um, “porém”: antes se desfrutava com tranquilidade e sem estresse de uma paisagem, do pôr do sol ou de um entardecer romântico… agora temos que twittar, postar no facebookar e comentar no whatsapp tudo e, evidentemente, responder a todos os comentários na hora! Uf! Aí saímos perdendo, com certeza!

Fonte: Blog Iberostar | http://passaportea.iberostar.com/2015/11/o-que-faziamos-ou-nao-em-nossas-viagens-quando-nao-existia-internet/

Brasileiro viaja para Nova York sem seguro de saúde e família vive pesadelo

Sergio Umberto e Jaqueline IngegneriO paulistano Sergio Umberto Ingegneri foi operado de emergência três dias antes do Ano Novo, durante viagem de férias com a família Após juntar as economias durante um ano para passar o Reveillon 2016 em Nova York, o casal Sérgio Umberto e Jaqueline Ingegneri e os dois filhos, uma adolescente de 17 anos e um menino de 12 anos, naturais de São Paulo (SP), realizaram o tão esperado sonho. Quando foram comparar as passagens internacionais ainda no Brasil, foram informados sobre uma promoção oferecida pela Mastercard que, se elas fossem adquiridas através do cartão de crédito, eles ganhariam automaticamente um seguro de viagem, explicou Jaqueline, via telefone, à equipe de reportagem, na sexta-feira (8).

Esta é a 3ª vez em que a família visita a Big Apple e planejava ficar na cidade entre 22 de dezembro e 4 de janeiro, retornando ao Brasil logo após a virada do ano. Em 28 de dezembro eles alugaram um carro e visitaram New Jersey, passando a maior parte do dia no parque de diversões 6 Flags, em Edison. Entretanto, o sonho começou a virar pesadelo depois que Sérgio queixou-se com a esposa de fortes dores abdominais, ainda durante o passeio no Estado Jardim. Na chegada ao hotel, em Manhattan (NY), as dores persistiram e a balconista (consiérge) ligou para um serviço de ambulância que levou o brasileiro e sua família ao Hospital Roosevelt Mount Sinai, na 10ª Avenida, onde ele foi atendido na emergência. Após ser submetido a exames de sangue, urina e raios X, uma tomografia computadorizada revelou que Sérgio sofria de obstrução intestinal e, portanto, precisava ser operado urgentemente. Durante a cirurgia, os médicos constataram que o intestino do brasileiro havia rompido e o conteúdo espalhado pelo abdômen, sendo necessária uma lavagem intestinal e a extração de parte dos intestinos grosso e delgado, detalhou Jaqueline.

Desorientada, ela contatou o seguro de saúde no Brasil e a atendente, identificada como Fernanda, insistia todo o tempo que ela enviasse o laudo médico à companhia. Na terça-feira (5), Sérgio recebeu alta do hospital, mas a cirurgia não pôde ser suturada, pois o processo de cicatrização, em casos assim, deve ocorrer de dentro para fora, explicou Jaqueline. Quando enviou o laudo médico do esposo à seguradora e ligou novamente, ela foi informada que o seguro não cobriria o atendimento de Sérgio no hospital porque já havia ultrapassado a quantia de US$ 100 mil.

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“Eles (seguradora) simplesmente nos abandonaram”, disse a brasileira. “Eles aconselharam que nós fizéssemos um seguro de saúde paralelo”. Ela acrescentou que a seguradora queria repatriar Sérgio ao Brasil a todo custo, embora o estado de saúde delicado do seu marido não permite que ele embarque em um voo convencional.

Jaqueline detalhou que o médico responsável por seu marido deu-lhe alta do hospital quando ele ainda tinha o seguro de saúde, mas determinou no laudo que o paciente fosse atendido por uma enfermeira enquanto estivesse em período de observação no hotel. Nesse período, Sérgio foi infectado por duas bactérias, que foram combatidas graças a antibióticos poderosos.

“O meu medo como mãe e esposa é lutar pela vida do meu marido. Eu temo pela vida dele. Eu não seu até onde é o meu dever e o meu direito”, desabafou.

Em 1 de janeiro, ela conseguiu enviar os filhos de volta a São Paulo em um voo da Delta Airlines, após pagar US$ 150 por um acompanhante. Os jovens chegaram ao Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia seguinte (2) e desde então estão sob os cuidados de familiares do casal.

“Eles (filhos) ficaram bastante abalados, pois viram o pai naquele estado no hospital, aqui o sistema é diferente, mas agora estão bem no Brasil”, disse Jaqueline.

Na tentativa de conseguir ajuda, ela disse que inicialmente contatou o Consulado Geral do Brasil em Nova York. “O Consulado foi muito objetivo: a atendente me disse para ligar em caso de óbito e mais nada. Você perdeu os documentos? Você foi presa? Alguém morreu? Somente em casos de óbito; somente indicamos a companhia aérea para levar o corpo. Realmente, eu estou falando com o Consulado do Brasil”, relatou a brasileira.

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Durante a entrevista, ela detalhou que na segunda-feira (11), Sérgio seria examinado novamente pelo médico que o acompanhava no hospital. Durante o exame, o médico determinaria se o brasileiro teria a cirurgia fechada, a manteria aberta e quantos dias mais ele deveria ficar sob observação. No mesmo dia, a equipe de reportagem tentou contatar várias vezes, via telefone, o casal de brasileiros, mas não obteve sucesso.

Na tarde de terça-feira (12), a equipe do BV contatou novamente o The New York Manhattan Hotel, na 32nd St., em Manhattan (NY), onde os brasileiros estavam hospedados, entretanto, foi informada por uma atendente, que se identificou como “Sophie”, que o casal havia ido embora naquele dia.

Ainda na terça-feira, a redação contatou, via telefone, Priscila Tancredi, conhecida do casal, que informou que Sérgio Umberto havia recebido permissão do médico nos EUA e, portanto, o casal viajou às 7 horas da noite de volta ao Brasil.