Pegue um bonde para conhecer o mundo

Os bondes resistem ao tempo e mantêm uma aura vintage. Como algumas linhas percorrem os principais pontos turísticos das cidades, utilizá-los é uma ótima maneira de fazer um city tour diferente gastando pouco. E o melhor: boa parte deles está estrategicamente localizada em lugares famosos por suas ladeiras – o que poupa o sobe-e-desce dos turistas. Conheça os mais charmosos e não perca o bonde na próxima viagem.  

Rio de Janeiro
 

Que tal descobrir os encantos do bairro de Santa Teresa à moda antiga? Os bondinhos são uma mão na roda para percorrer suas ruas sinuosas. Tombados pelo patrimônio histórico, eles conservam o interior de madeira. São duas linhas – Paula Matos e Dois Irmãos – com saídas a cada meia hora. Partindo do Largo da Carioca, no centro do Rio, eles passam por cima dos famosos Arcos da Lapa e sobem as ladeiras de paralelepípedos. Pelo caminho, dá para apreciar a Igreja e o Convento de Santa Teresa, que deram nome ao bairro, além do Largo do Curvelo. O Parque das Ruínas merece uma descidinha: de lá se tem uma das melhores vistas da orla. Aos sábados, há um passeio especial, o Bonde Histórico, onde um guia turístico mostra os principais pontos turísticos e faz uma paradinha no Museu do Bonde. Tarifa: R$ 0,60. Já o Bonde Histórico custa R$ 6 e sai às 10 horas do Largo da Carioca.  

Lisboa – Portugal
 

Os “amarelos” , como são carinhosamente chamados os bondinhos, dão um toque extra de nostalgia à Lisboa. A linha 28 faz um trajeto turístico pelo centro histórico durante 40 minutos. E nem vai ser preciso esforço para encarar as subidonas estreitas dos bairros Alto, Baixo e Alfama. O bondinho passa por mais de uma dezena de igrejas e conventos. Uma boa dica é desembarcar no Miradouro de Santa Luzia, um mirante de onde se tem uma vista panorâmica com o Rio Tejo ao fundo. Prepare a câmera fotográfica. Tarifa: € 2,50  

San Francisco – EUA
 

Os centenários bondinhos, que percorrem as famosas ladeiras, já se tornaram ícones de San Francisco – e passeio quase obrigatório aos turistas. A cada esquina, o motorneiro toca o sino e para o veículo para a subida ou descida de mais passageiros. São três linhas que cruzam a cidade. Não deixe de embarcar na Powell-Hyde, que começa no Powell Market, cruza os bairros altos de Nob Hill e Russian Hill. Do alto de uma ladeira se avista a Ilha de Alcatraz, antiga prisão de segurança máxima. Dê uma descidinha na Lombard Street, entre as ruas Hyde e Leavenworth, considerada a rua mais sinuosa do mundo. Tarifa: US$ 5  

Budapeste – Hungria
 

Embarque na linha 2 e garanta um lugar na janelinha. No lado Pest da cidade, o bonde amarelo acompanha o trajeto do Rio Danúbio. E passa pertinho dos belos prédios debruçados às suas margens, considerados patrimônio histórico pela Unesco. Pelo caminho, o bonde cruza o Parlamento, o maior edifício do país. À noite, a iluminação realça suas torres pontudas. Em seguida, vem a Ponte das Correntes, a primeira construção a unir os dois lados da cidade. Já do outro lado do rio, se ergue o majestoso Palácio Real. Tarifa: 320 forints (cerca de R$ 2,80)  

Melbourne – Austrália
 

A cidade se orgulha de ter uma das maiores frotas de bondes elétricos do mundo: são cerca de 500, dos mais antigos até versões modernas. Se quiser conhecer o centro, pegue a linha City Circle que percorre cartões postais – de graça e com um guia turístico que explica um pouquinho da história de cada monumento. Já a linha 96 leva até o bairro boêmio de St. Kilda, apinhado de lojas e restaurantes descolados. E na hora da fome, dê um pulo até o Tram Restaurant, um bondinho do século 19 que foi transformado em um restaurante. Tarifa: 3,80 dólares australianos (cerca de R$ 4,70)

* Preços pesquisados em março/2011 – IG

Pelas paisagens do “fim do mundo”

Quem embarca num cruzeiro pela Patagônia e Terra do Fogo tem sempre o mesmo objetivo: desvendar os mistérios e a beleza da natureza intocada do chamado “fim do mundo”. Durante quatro dias, o navio percorre diversas ilhas e glaciais da Argentina e do Chile. O desafio da viagem é alcançar o Cabo de Hornos – apenas 1.000 km o separam da Antártica.

Esqueça a imagem de um tradicional transatlântico com milhares de pessoas, piscina, cassino e festas. O Stella Australis, que percorre o trecho entre a cidade chilena Punta Arenas e a argentina Ushuaia, é um navio menor que prioriza o conforto e se destaca pelo clima aconchegante e intimista.

A embarcação tem capacidade para levar 200 passageiros, todos em cabines climatizadas e com uma janela que brinda os aventureiros com uma visão panorâmica de geleiras e ilhas da Patagônia e da Terra do Fogo. O trajeto é perfeito para quem não abre mão do conforto nem de aventura.

Esse é um cruzeiro especial. O navio não faz desembarque em cidades e as saídas não são para conhecer restaurantes ou lojas. Também esqueça os restaurantes e os centros comerciais. Aqui, os destinos são imponentes glaciares, cordilheiras e diversas ilhas.

A pedagoga mexicana Begônia Rodrigues, 35, conta que ficou encantada com os pinguins. “É uma viagem diferente. Ao mesmo tempo em que tem aventura, há conforto, clima para namorar e natureza deslumbrante. Fiquei apaixonada pelos pinguins. Eles são meus os animais preferidos. São tão lindos que dá uma vontade de abraçá-los”, disse.

O charmoso Stella Australis tem cinco andares com restaurante, sala de ginástica e dois bares.

DisputaArgentinos e chilenos travam, há anos, uma briga particular sobre quem detém a cidade mais austral do planeta – ou seja, aquela mais ao sul, antes da Antártica.

Os chilenos defendem ser Cabo de Hornos e os hermanos dizem que o título é da cidade argentina Ushuaia. Mas, o último ponto a aparecer no mapa é, de fato, o território chileno.

Tripulação dedicada e simpática

A bordo, a simpatia e dedicação dos guias e de toda a tripulação merece um capítulo à parte. Na viagem, realizada em março, estavam 16 nacionalidades, dentre italianos, londrinos, australianos, mexicanos, venezuelanos e brasileiros.

As histórias e curiosidades de cada ilha, canal e cordilheira estão na ponta da língua dos guias. São jovens que falam vários idiomas e fazem com que todos os passageiros se sintam em casa. Os passeios são feitos em grupos, divididos de acordo com a língua de cada um deles.

Mas, a cortesia não é exclusividade dos guias. Durante o café da manhã, almoço e jantar, os garçons não sabem o que fazer para agradar. Se algum passageiro rejeita um prato, eles logo se prontificam a achar outro que agrade. (TT)

Bariloche é o destino preferido dos brasileiros no inverno

É muito difícil que um viajante volte frustrado desse tradicional destino turístico do oeste da Argentina. Localizada no setor norte da cobiçada Patagônia, às margens do lago Nahuel Huapi, Bariloche já provou que está preparada para receber visitantes durante todo o ano, sobretudo os brasileiros que, na temporada de inverno, são mais de 50 mil. Não é a toa que o destino é conhecido como ‘Brasiloche’.

No inverno, a paisagem se pinta de branco, os cerros locais se enchem de neve e as baixas temperaturas, que chegam a atingir alguns pontos abaixo de zero, são uma agradável desculpa para a prática de esportes radicais ou apenas para um encontro entre amigos em alguma cafeteria do simpático Centro Cívico.

No entanto, a face invernal é apenas uma das versões possíveis dessa cidade multifacetada que, há menos de 100 anos, era uma região isolada e pouco conhecida, entre as cordilheiras dos Andes.

Opções não faltam para os visitantes que desembarcam na região durante os meses mais quentes da primavera e do verão. Trekkings por bosques de “arrayanes”, curiosas árvores que chegam a ter mais de 15 metros de altura e troncos grossos revestidos com uma casca fria de cor acanelada e manchas brancas; tranqüilos raftings pelas águas esverdeadas do rio Manso ou até kitesurfing no lago Nahuel Huapi, cujas águas são utilizadas também para congelantes banhos em praias improvisadas sobre terreno formado por pedras.

San Carlos de Bariloche, nome oficial dessa cidade a mais de 1600 km de Buenos Aires, recebeu seus primeiros residentes no final do século 19, um grupo formado por imigrantes alemães e austríacos dispostos a habitar aquele território então distante e com trechos intransitáveis. O decreto de sua fundação só viria em 1902, assinado pelo presidente Julio A. Roca.

Para repor as energias, o visitante tem à disposição uma gastronomia local que, entre pratos argentinos e outros trazidos da Europa, recebe os comensais com carnes de diferentes cortes e procedências, como as de cervo e coelho; pratos preparados com ingredientes trazidos de águas patagônicas, como trutas e salmões; foundes com sotaque suíço; e uma infinidade de tortas e chocolates. Tudo isso regado a vinhos respeitáveis com preços acessíveis.

Bariloche não deve mesmo frustar nenhum de seus visitantes.

INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Site do paíswww.argentina.ar

Site de turismo do paíswww.turismo.gov.ar

Site de Barilochewww.bariloche.gov.ar

Site de turismo em Barilochewww.bariloche.org

Informações turísticas

Secretaría de Turismo de la Municipalidad de San Carlos de Bariloche
Centro Cívico
Tel: (54) (2944) 429-850.
Diariamente, das 9h às 21h
secturismomscb@bariloche.gov.ar

DDI – 54 (Argentina) / 2944 (Bariloche)

Idioma – Espanhol

Fuso horário – O horário argentino segue o mesmo padrão adotado em Brasília, podendo haver diferença de uma hora durante o horário de verão do Brasil. A Argentina adotou, recentemente, o hábito de atrasar os relógios durante os meses de verão, porém a prática não segue o mesmo calendário brasileiro.

Moeda – A moeda oficial é o peso argentino.

Visto e documentos – Não há necessidade de viajar com passaporte para a Argentina. O RG, com tempo de expedição que não ultrapasse os dez anos, é suficiente para permanência de até 90 dias.

Descubra Praga, a “capital mágica” da Europa

A beleza de Praga, capital da República Tcheca inspirou muitos poetas e artistas, como o escritor francês André Breton, que a definiu como “a capital mágica da Europa”. Hoje, cerca de dois milhões de turistas por ano visitam esta cidade que deslumbra por sua arquitetura, mas também por sua cultura.

Comece seu passeio pela cidade passando algumas horas no castelo de Praga, maior castelo do mundo no livro dos recordes. Como é impossível visitar tudo em um dia, você deverá escolher algumas das atrações, como a catedral do castelo, a basílica de São Jorge, os jardins reais ou a galeria de quadros, com obras que pertenciam ao imperador Rodolfo II, incluindo quadros de Tizian e Rubens.

Depois, desça para o rio pela rua Nerudova até o mítico bairro de Malá Strana, onde poderá passear pelas charmosas ruelas e fazer uma refeição típica. Uma boa dica é o restaurante U Modré Kachničky, com decoração inspirada nos anos 30 e uma excelente comida tcheca. Em seguida, passe pela famosa Ponte Carlos, a mais antiga da cidade, e visite o museu de arte moderna Kampa, na ilha do mesmo nome. Continue o passeio subindo de teleférico pela colina de Pétrin até o monastério de Strahov.

Uma outra caminhada leva a Josefov, o bairro judeu, a Praga de Franz Kafka, onde você pode se perder pelas charmosas ruazinhas ou passear pelas largas avenidas. Com um bilhete combinado, pode-se visitar o famoso cemitério judeu, assim como as principais sinagogas, como a sinagoga espanhola e a sinagoga Pinkas.
Para os amantes da música, Praga é uma verdadeira festa o ano inteiro, mas o melhor momento é em maio, quando acontece a Primavera de Praga, festival com mais de 60 anos de tradição e concertos com o melhor da música clássica nos palcos mais prestigiosos da cidade, como a sala Espanhola do Castelo de Praga. 

Conheça Berlim pedalando

São 775 quilômetros de ciclovias. Esse número generoso é a melhor maneira de mostrar a importância da bicicleta como veículo locomoção para a capital alemã. Comparando, Paris tem pouco mais que metade disso e São Paulo (aí já é covardia…), não tem nem 30 quilômetros.

Quem estiver na capital alemã, a passeio ou a negócios, não vai encontrar a menor dificuldade para se exercitar com uma “magrela”, especialmente se for para o lado oeste da metrópole, plano e com a melhor infra-estrutura para os amantes das pedaladas.

Conseguir uma bicicleta em Berlim é bem fácil. Existem milhares delas espalhadas em estacionamentos pela cidade. Elas são bloqueadas por satélite, para destravá-las, basta ligar para o serviço Call a Bike. Com o número do cartão de crédito, paga-se um valor condizente com o tempo de uso (24 horas saem por volta de R$ 20). O pagamento dá direito a um número para ser inserido num teclado na própria bicicleta. Feito isso, é só sair pedalando.

Com tantas opções de lugares para percorrer, a melhor coisa a fazer antes de escolher a rota é comprar um guia completo ADFC Fahrradstadtplan, que custa por volta de R$ 15. Com um mapa de todas as ciclovias de Berlim, ele é vendido em lojas de bicicletas e em bancas de jornal.

É possível levar as bicicletas em todo o sistema de transporte público de Berlim, mas é preciso pagar tarifas adicionais para transportá-las. No metrô de superfície, o S-Bahn, com as estações identificadas com a letra S no início, as bikes podem ser levadas a qualquer hora do dia. Já no metrô subterrâneo, o U-Bahn, com as paradas iniciadas pela letra U, as bicicletas só devem circular fora dos horários de pico, que vão de 6h a 9h e de 14h a 17h. Não há restrições para os ônibus.

Fique esperto!

Em Berlim, e em toda Alemanha, as bicicletas são muito bem-vindas em ruas e avenidas, mesmo as que não têm ciclovias. Mas os ciclistas devem respeitar as leis de trânsito e se comportar como os motoristas, inclusive, fazendo seta com mão quando forem dobrar uma esquina. Existem sinais de trânsito específicos para os ciclistas. É bom ficar atento a eles.

Boas pedaladas:
Localização: Alemanha/Oeste de Berlim
Horário de funcionamento: livre
Transporte: metrô e ônibus
Aluguel de bicicletas: Call a Bike

Passeio de trem em vagão panorâmico é destaque em roteiro pelas cidades históricas de Minas

Um vagão panorâmico é a nova atração da Ferrovia Centro Atlântica, em Minas Gerais, no trem que liga as cidades de Ouro Preto a Mariana. Criado especialmente para a composição ferroviária, com laterais cercadas de vidro temperado, o novo vagão permite uma viagem diferenciada para quem faz o passeio.

Com trajeto de 18km, percorridos em uma hora, o percurso segue o caminho de Ribeirão do Carmo, passando por vales, túneis e despenhadeiros. As estações de parada (Mariana e Vitorino Dias) foram reformadas e oferecem diversas atrações culturais.

Da mesma malha faz parte outro passeio, dessa vez em na maria-fumaça Baldwin (uma das poucas locomotivas a vapor no mundo que ainda operam rodando em bitola de 76cm). De São João del-Rei a Tiradentes, o roteiro de 12km passa pela antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por D. Pedro II. No percurso, que leva 50 minutos, o passageiro pode apreciar a natureza da região, além de passar por fazendas centenárias e estações que preservam a arquitetura do século 19. O Museu Ferroviário, localizado na estação de São João, também pode ser visitado no passeio. Nele está a primeira locomotiva da EFOM, com uma réplica do vagão em que viajou o imperador D. Pedro II, e outros veículos ferroviários, além do acervo histórico.

SERVIÇO

Saídas de São João del-Rei
Sextas e sábados, às 10h e às 15h. Domingos às 10h e às 13h.

Saídas de Tiradentes
Sextas e sábados às 13h e às 17h. Domingos, às 11h e 14h.
Valor: R$ 22 (passagem de ida) R$ 35 (passagem de ida e volta) – Os valores incluem o acesso ao Museu Ferroviário

Saídas de Mariana
Sextas, sábados e domingos, às 8h30 e às 14h.

Saídas de Ouro Preto
Sextas, sábados e domingos, às 10h e às 15h30
Valor: R$ 22 (passagem de ida) e R$ 35 (passagem de ida e volta)
No vagão panorâmico, R$ 35 (passagem de ida) e R$ 60 (passagem de ida e volta).

Museu Ferroviário
De quarta a domingo, de 9h às 11h e de 13h às 17h.
Valor – R$ 3
www.fcasa.com.br/trens-turisticos

Patagônia Argentina, glaciares do fim do mundo

No alto dos Andes, na fronteira entre o Chile e a Argentina, na ponta da América, fica a terceira maior reserva mundial de água doce do planeta, atrás apenas da Antártica e da Groenlândia. Tem quinhentos quilômetros de extensão. É feita de gelo puro, branco de doer os olhos. Some de vista entre as montanhas do coração da Patagônia. A Era do Gelo ainda continua ai. Literalmente.

Para preservar esse patrimônio, os argentinos criaram o Parque Nacional Los Glaciares. De fato, glaciar não falta. São quarenta e sete, muitos praticamente inexplorados. Os mais conhecidos são o Upsala, o Spegazzini, o Viedma, o Mayo, o Agassiz, o Onelli e o mais famoso de todos, o Perito Moreno, no qual a cada meia hora, em média, montanhas de gelo com sessenta metros de altura despencam no lago argentino, provocando, junto com o estrondo e as marolas, um espetáculo inesquecível.

Além disso, o glaciar represa a água do lago que, acumulada durante anos, exerce enorme pressão sobre o gelo, até arrebentá-lo. Quando o peso da água rompe a barragem natural, ela desaba de uma vez, e acontece uma enorme avalanche de icebergs. Essa implosão simultânea de centenas de arranha-céus de neve compactada constitui a maior atração do fim do mundo, a Patagônia. Turistas de muitos países voam às pressas para El Calafate, a cidade mais próxima, a fim de apreciar o magnífico fenômeno que garantiu ao parque o título de Patrimônio Natural da Humanidade em 1981.

A simples visão dos glaciares branco-azulados e das dezenas de “témpanos” (icebergs) flutuando sobre a água transparente vale o passeio até o parque. Das passarelas de Perito Moreno, entre montanhas, árvores e flores, a geleira parece um bolo coberto com marshmallow, às vezes uma coleção de pilares de cristal incrustados com água-marinha. Barcos fazem, durante uma hora, cruzeiros ao longo de seus cinco quilômetros de extensão. A melhor visão do espetáculo se obtém no deck superior, ao ar livre, mas esteja preparado para o frio. Leve seu uísque, se apreciar a bebida. Os marujos recolhem pedaços flutuantes do glaciar e você pode experimentar uísque “on the rocks” com muitos séculos de idade. A passagem pode ser comprada no próprio porto. Custa 30 pesos argentinos.

Se preferir um programa mais completo, as caminhadas no mar de gelo são uma bela pedida. A aventura dura até um dia inteiro e pode incluir outros glaciares, como o Upsala e o Spegazzini. Dezenas de agências de Calafate realizam o programa, que sai em torno de 500 pesos, mais a entrada de 75 pesos para o parque. Duas opções são a Aventura Andina ou a Patagônia Extrema. Se quiser uma relação completa das agências de Calafate para comparar preços e roteiros, acesse www.interpatagonia.com. Boas informações também são prestadas no escritório municipal de turismo do terminal de ônibus ou pelo email info@elcalafate.gov.ar.
Como a grande pedida na região é o Perito Moreno, distante 80 km de El Calafate, a maioria das pessoas restringe a visita a esse glaciar. A excursão de 9 horas, com guia e transporte, sai em torno de 270 pesos por pessoa, incluída a entrada do parque. Os Hostels del Glaciar, pelo mesmo preço, têm um programa que inclui minitrekking na península defronte ao Perito Moreno. É boa dica, pois se conhece a flora local, sobretudo os notros, arbustos com belas flores vermelhas, típicos da Patagônia.

A região de El Calafate oferece caminhadas, cavalgadas, passeios em 4×4, pesca, rafting, mountain bike, churrascos no campo, visitas a fazendas e sítios arqueológicos. Uma ótima pedida é a Estância Cristina, onde muitas dessas atividades se realizam num cenário de perder o fôlego. Dentre as várias opções oferecidas, uma é o pacote com trekking de cinco horas, visita ao vale dos fósseis, almoço, travessia de área desértica em caminhonete 4×4 e uso das instalações da estância. Preço: em torno de 650 pesos. Um pouco mais em conta são os passeios à Estância La Estela, também muito bonita. Para a Estância 25 de Mayo, menos charmosa, o programa custa 250 pesos e inclui a tosquia de ovelhas e jantar com o delicioso “corderito patagónico”.

O Bosque Petrificado La Leona, a 100 km de Calafate, onde se podem ver ossos de dinossauros e árvores petrificadas, atrai aventureiros em boa condição física. Custa em torno de 350 pesos, dura o dia inteiro e inclui lanche de trilha.

Um pouco mais longe fica El Chaltén, uma das paisagens mais deslumbrantes do país. O roteiro, que percorre a famosa Rota 40, começa bem cedo e termina à noite. Sai por 550 pesos, mas vale cada centavo investido. Se você dispuser de tempo, uma dica: El Chaltén merece três dias, pelo menos.
Para quem gosta da pesca da truta, a Patagônia é um dos melhores lugares para encontrá-la na Argentina. As agências de viagem fazem o programa sob medida, com preços a combinar. O mesmo vale para os praticantes de mountain bike e rafting. As taxas variam muito de uma agência para outra. As cavalgadas de duas horas na Baía Redonda saem por 100 pesos aproximadamente. Os melhores animais são da raça “criolla” argentina.

Outra excelente pedida é a Lagoa Nimez, transformada em parque municipal, habitat de bandos de cisnes-de-pescoço-negro, flamingos, patos, gaivotas e marrecos. Pode-se ir a pé desde o centro. A entrada custa 10 pesos.

Para a noite, o Casino El Calafate, pequeno, mas moderno, surge como bom programa para quem gosta de arriscar a sorte. Nos fins de semana, há shows com cantores cujo repertório parou na década de 1950. Se você é fã de bolero, garanta sua mesa com antecedência.

Onde hospedar
El Calafate, cidadezinha com 20.000 habitantes, tem quase 8.000 leitos em seus 155 hotéis, pousadas e albergues. Portanto, há disponibilidade para todos os orçamentos e gostos, desde os requintados hotéis Xelena e Los Alamos, na faixa de 600 pesos a diária, até o pequeno Hostal Huemúl, que se anuncia na rodoviária por apenas 20 pesos, café da manhã incluso. Convém fazer reserva, sobretudo nos finais de semana. Uma boa dica de acomodação barata com razoável conforto é o Hostal del Glaciar Libertador, que oferece quartos coletivos e individuais, providencia todo tipo de atividade e passagem na Patagônia e tem atendente brasileira. Diária a 200 pesos o casal em apartamento com banheiro privativo e café da manhã.

Onde Comer
Existem dezenas de restaurantes em El Calafate, a maioria dedicada à “parrilla” ou ao “corderito patagónico”. Na avenida principal, a San Martín, há duas casas tradicionais: Mi Viejo que serve à la carte, e, quase ao lado, o Rick’s que tem menu livre (“tenedor libre”) a 65 pesos. Se optar por um restaurante menos turístico, vá ao Cambalache (Rua Gobernador Moyano, 1258) ou a El Cucharón (Av. 9 de Julio, 145). Por algo em torno de 100 pesos você experimentará um cardápio delicioso acompanhado de vinho patagônico com gradação alcoólica de quase 14 graus. A vinícola Newen é das mais conhecidas, assim como a Bodega del Fin del Mundo.

Quando ir
El Calafate é uma cidade agradável, voltada para o turismo. A alta temporada começa em meados de outubro e termina em março. Abril tem a vantagem de oferecer melhores preços e menos visitantes. O glaciar pode, contudo, ser visitado o ano inteiro. Lembrete importante: o clima na Patagônia é imprevisível. Num dia de verão pode fazer calor, nevar, chover, cair granizo, ter céu azul. O vento forte é permanente.  

Como ir
Diversas agências de viagem, como a Submarino, a Terramundi e a Freeway têm pacotes para a Patagônia com preços que dependem do número de dias e da programação. Em março, pós Carnaval, a passagem aérea de ida e volta de São Paulo a El Calafate começa em R$ 897 com Aerolineas Argentinas, R$1636 com a Gol e R$2095 com a LAN Chile.

Dicas úteis
Um real vale aproximadamente 2,4 pesos argentinos. Um dólar, 4 pesos. Em El Calafate há várias casas de câmbio na avenida principal, como a Thaler, porém as taxas variam de um lugar para o outro. Pesquise bem antes de trocar seus reais ou dólares. Vale a pena pagar em dinheiro vivo na Patagônia. Além de pouco aceito, o cartão de crédito costuma ter acréscimo de 10 por cento na conta.

Jalapão reúne dunas e piscinas naturais na mesma paisagem

Visitar o Jalapão, destino quase intocado localizado em pleno centro do Brasil, é fazer uma viagem em meio a descobertas.

Não só por seus atrativos selvagens e pouco conhecidos pelo resto do País, como dunas douradas e poços borbulhantes, mas também pelas dúvidas e falta de informações que trazem na bagagem os que se aventuram por aquelas terras, localizadas a leste do Tocantins.

Alguns se surpreendem quando descobrem que o mais novo Estado do Brasil fica na região norte do Brasil, e não no centro-oeste, como se costumava supor. “É uma questão política apenas”, resume um guia local sem muita delonga.

Alguns quilômetros mais adiante outro viajante desavisado, mas não menos curioso, lamenta a falta de pássaros. “Não tem aves porque não tem nada aqui”, arrisca seu acompanhante. “Não tem nada no cerrado? É aqui onde se encontra uma grande quantidade de alimento para os animais e plantas de poderes medicinais”, corrige, paciente, o mesmo guia, enquanto do lado de fora do caminhão adaptado para fins turísticos corre uma paisagem árida de vegetação rasteira, como as encontradas nas savanas africanas, localizada em uma área de transição entre o cerrado e a caatinga. “Estamos no meio do nada”, filosofa o outro. “E no meio de tudo, ao mesmo tempo”, completa o outro.

É nesse clima de (agradáveis) surpresas que se faz turismo em um dos destinos mais novos e desconhecidos do Brasil: o Jalapão, cujo nome é uma referência a um tubérculo típico da região, a jalapa-do-brasil.

Localizado na divisa entre Bahia, Maranhão e Piauí, em uma área de 34.113 km², o Jalapão é conhecido como o deserto brasileiro. Não apenas pelas montanhas de areia que formam as dunas de até 30 metros que se movimentam aos pés da Serra do Espírito Santo, mas também pela densidade demográfica local que conta com ínfimo 0,8 habitante encontrado a cada km².

No entanto, a maior inspiração desse destino de aventura, genuinamente brasileiro, vem de suas águas. Não é à toa que a região também é conhecida como “Deserto das Águas”. Rios de ritmos para todos os graus de aventureiros, como as corredeiras e os trechos mais calmos do rio Novo; poços borbulhantes que impedem que os banhistas afundem por conta da pressão de águas subterrâneas e de partículas de areia, um fenômeno natural conhecido como ressurgência; e as clássicas veredas locais, uma espécie de esponja natural que acumula água da chuva e alimenta os rios da região.

E para provar que essa história de deserto molhado vem de longe, estudos comprovam que o rio Novo, um dos mais importantes da região, é o que sobrou da época em que o Jalapão era um enorme oceano, há 350 milhões de anos. Formado por 7 municípios (Ponte Alta, Mateiros, Novo Acordo, São Félix, Lizarda, Rio do Sono e da Conceição, Santa Tereza e Lagoa), o Jalapão foi, até pouco tempo atrás, uma área discriminada do Brasil, mesmo após a emancipação do norte de Goiás que dera origem ao mais novo estado brasileiro, o Tocantins.

Até 1998, o belo rio Novo era cruzado por balsas rústicas feitas com buriti que levavam carga seca de um lado a outro; as condições sociais eram mínimas e em 2002, segundo locais, algumas crianças sequer tinham ideia do que era ir à escola. A situação parece ter mudado muito pouco, embora os avanços já sejam sentidos pela população local, sobretudo com as oportunidades de trabalho que foram chegando junto com os primeiros investimentos do setor turístico.

Mas no lugar das caravanas de tropeiros que cruzavam aquele território árido em direção ao Vale do rio Tocantins, a região assiste, atualmente, à invasão (por sorte, ainda bem discreta) de viajantes aventureiros em busca de experiências únicas no coração do Brasil.

Expedições em caminhões adaptados, como aqueles utilizados nos famosos safáris africanos, levam grupos de viajantes que já não se contentam com as viagens mais comuns; motoristas independentes que, a bordo de obrigatórios veículos 4×4, exploram áreas preservadas e isoladas do centro do Brasil; e competidores alucinados que, de tempos em tempos, deixam marcas de pneus nas areias do Jalapão, em direção a outros sertões do País.

PORTAIS REGIONAIS

Site do Jalapãojalapao.to.gov.br/en

Site do Tocantinsto.gov.br

Site de turismo do Tocantins
turismo.to.gov.br/adtur.html

DDD do Tocantis – 63

Clima – Os guias locais costumam afirmar que qualquer época do ano é indicada para visitar a região. No entanto, o período de chuvas fortes vai de outubro a abril, o que pode dar um tom ainda mais aventureiro aos deslocamentos pelas estradas de terra que, em alguns trechos, ficam intransitáveis. A estiagem vai de maio a setembro e é marcada por dias, extremamente, quentes.

Aspen é um espetáculo para os olhos dos turistas

Localizado no Estado do Colorado, Centro-Oeste dos EUA (Estados Unidos da América), Aspen é um dos mais visitados destinos de inverno do mundo e sinônimo de status e poder entre os norte-americanos. A cidade de 9,5 quilômetros quadrados tem pouco mais do que a metade da área da principal ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, no Nordeste brasileiro. Seria apenas um ponto no mapa não fosse a fama de suas montanhas, hotéis, lojas e restaurantes de luxo. Além da prática esportiva na neve, Aspen oferece opções de balonismo, ciclismo, camping, escaladas e alta gastronomia.

Com apenas 6.000 habitantes permanentes, a cidade chega a abrigar 27.000 moradores na alta temporada de inverno – de dezembro a março. Durante o período, trabalhadores temporários de diversas nacionalidades e proprietários de imóveis no local misturam-se aos cerca de 250 mil turistas e esportistas que lotam resorts, condomínios e hotéis – dados da prefeitura em dezembro de 2008. Muitos vão para praticar esqui e snowboarding nas quatro principais montanhas da região – Snowmass, Buttermilk, Highlands e Aspen Mountain -, mas há também quem visite a cidade para experimentar os novos pratos dos restaurantes, para comprar artigos de grife ou para desfrutar de finais de semana românticos em chalés cobertos de neve.

Atualmente, Austrália, Brasil e Reino Unido lideram o ranking de visitantes estrangeiros em Aspen. Turistas deixam na cidade em média US$ 346 por dia. Diárias de resorts e hotéis chegam a custar US$ 3000, mas há também boas opções por cerca de US$ 120 por dia. Mochileiros não são comuns na cidade, mas grupos de jovens esportistas costumam se apinhar em condomínios pequenos à beira das montanhas. O transporte público é eficiente e cobre distâncias de até 30 km gratuitamente.

Embaixadores do luxo
Logo na chegada, no Aspen/Pitkin County Airport, senhores bem educados de meia-idade se apresentam como “embaixadores” da cidade e se oferecem para chamar táxis, encontrar acomodação e para dar informações gratuitamente. Eles são contratados pelas estações de esqui e têm a missão de dar tratamento “VIP” a todos. Não é à toa que cerca de 80% dos visitantes de Aspen nos últimos três anos voltaram à cidade, segundo informações da diretora de marketing de Aspen/Snowmass, Maureen Poschman.

Os fãs da cidade vão desde crianças e adolescentes a casais em lua-de-mel, executivos no ápice da carreira e aposentados. A cidade tem atrativos para todos os gostos e idades.

Na programação de inverno, encontram-se desde shows de rock gratuitos nas bases das montanhas a temporadas de ópera e concertos de música erudita no teatro. Para crianças que não querem esquiar, há opções de patinação e passeios de trenó. Nos arredores da cidade, hot springs (piscinas com águas termais) atraem famílias e casais.

No verão, camping, balonismo, paragliding, ciclismo e trilhas pelas montanhas são opções que atraem outros 250 mil visitantes, segundo a prefeitura.

Aspen/Snowmass tem cerca de 17 mil camas, cem restaurantes, 80 galerias de arte e 200 lojas. Anualmente, as montanhas da região recebem aproximadamente 500 mil turistas. Os moradores da cidade são cordiais e costumam ser prestativos com seus visitantes.

Noites animadas
A vida noturna de Aspen pode ser pacata ou animada. Quem manda é o freguês. Não chega a ter o agito de Nova York, mas está longe do marasmo das pequenas cidades norte-americanas. Com turistas de tantas nacionalidades diferentes, os restaurantes e bares lotam e acabam se rendendo aos costumes estrangeiros – servem jantares após as 21h e bebidas alcoólicas até as 2h. Uma noite típica em Aspen inclui jantar por volta das 19h, show até as 23h e drinques nos bares até as 2h. Tudo depende da energia e do bolso do turista.

Os bares oferecem cardápios com tequilas, mojitos, capirinhas e drinques típicos de vários países. As cartas de vinhos oferecem produtos da França, Itália, Austrália, Nova Zelândia e, especialmente, das vinícolas da Califórnia. Nas mesas dos restaurantes, não falta caviar, trufas e foie gras.

Com tanto requinte, não se pode estranhar os preços. Há poucos restaurantes baratos, que vendem pizzas, saladas, grelhados, fritas, sanduíches e sopas. Nesses locais, uma refeição custa cerca de US$ 20 por pessoa. Mais barato do que isso, só mesmo os sanduíches das lojas de conveniência ou das redes do tipo McDonald’s. Nas casas mais sofisticadas de Aspen, com direito a chef de cozinha aclamado pela mídia, um jantar com entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho não sai por menos de US$ 100 por pessoa.

Os preços de estacionamento, teleféricos e aulas de esqui tão pouco são baixos. Quem passa mais de cinco dias deve comprar pacotes que incluem aluguel de equipamentos, aulas e ingressos com desconto. É difícil visitar Aspen com um orçamento de menos de US$ 250 diários, por pessoa.

Clima alpino
O clima de Aspen é típico de montanha, frio, ensolarado e com baixa umidade. No verão, a média é de 16 graus centígrados, mas pode chegar até 32 graus à tarde e cair para 10 graus à noite. No inverno, a média é de seis graus positivos, mas há dias em que chega a seis negativos, no centro da cidade. No topo das montanhas, a temperatura é ainda mais baixa.

Quem visita Aspen não pode esquecer de levar casaco de nylon com capuz na bagagem. Além de proteger contra o vento e o frio, evita que os fios de cabelo congelem durante as tempestades de neve. Óculos de sol, luvas, cachecol e blusas de lã também não podem faltar. É importante beber muita água e usar filtro solar e hidratante labial todos os dias.

Aspen foi reduto indígena por cerca de 800 anos, até que a riqueza mineral da região atraiu os primeiros mineradores e fazendeiros, em 1879. Era então conhecida como Roaring Fork Valley e somente ganhou o nome Aspen um ano depois.

A chegada dos brancos ao local provocou conflito. Inicialmente, a comunidade indígena Ute aceitou a exploração da terra que habitava em troca de roupas e alimentos. Os problemas começaram quando fazendeiros tentaram fazê-los trabalhar nas terras. O conflito durou pouco, graças à intervenção do governo dos EUA. Costurou-se na década de 80 um acordo que transferiu os índios para uma reserva no Estado de Utah em troca de US$ 1.000 ao ano.

O comércio próspero e a extração da prata levaram à expansão da cidade a partir da base da montanha. Em 1891, Aspen era a maior produtora do metal nos EUA. Com o declínio da prata no final do século, a cidade passou a ser alvo de investidores que viram nas montanhas da região potencial para a construção de um grande resort de esqui. Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, Friedl Fjeifer e Walter Paepcke decidiram fundar a Aspen Skiing Corporation, que começou a funcionar no ano seguinte. Na década de 50, a estação de esqui já era internacionalmente conhecida.

INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Site do paíswww.usa.gov

Site de turismo do paíshttp://www.usa.gov/Citizen/Topics/Travel.shtml

Site do Estado do Coloradowww.colorado.gov

Site de turismo do Coloradowww.colorado.com

Site de Aspen/Snowmasswww.aspensnowmass.com

Consulado do Brasil – Não há representação consular do Brasil no Colorado. O Estado está sob a jurisdição de Houston, no Texas.

Consulado Geral em Houston
Park Tower North, 1233 West Loop South, Suite 1150
Tel: 1 (713) 961-3063 / 961-3064 / 961-3065
consbras@brazilhouston.org

Site oficial em português – O horário de atendimento é de seg. a sex., das 9h às 15h, exceto aos feriados. O setor de assistência a brasileiros funciona nos dias úteis, das 9h às 14h, ou pelo telefone do plantão consular: 1(281) 384-4966. Também é possível enviar e-mails para consular@brazilhouston.org – setor de atendimento a brasileiros.

Idioma – Inglês é o idioma oficial dos EUA, mas é fácil encontrar atendimento em espanhol, por causa dos imigrantes de origem latina ou hispânica que residem no país. No Colorado, eles são cerca de 20%, segundo dados do US Census Bureau. Além disso, no aeroporto de Aspen, “embaixadores” da cidade dão assistência gratuita em vários idiomas. Eles são funcionários das estações de esqui e estão à disposição para oferecer qualquer tipo de ajuda, desde a chamada de um táxi até a localização de hospedagem.

Fuso horário – De novembro a fevereiro – inverno nos EUA e verão no Brasil -, os relógios de Aspen marcam cinco horas a menos do que o horário de Brasília. De março a outubro, quando os dois países ajustam seus ponteiros novamente, o fuso cai para três horas.

DDI – 1

Códigos de acesso de Aspen – 970

Como telefonar – Dos Estados Unidos para o Brasil, deve-se discar 011 55 antes do DDD da cidade e do número de telefone. Para telefonar de uma cidade para outra dentro dos EUA, disca-se apenas 1 antes do código de área da cidade e do número local.

Ex.1: ligando de Aspen para São Paulo, no Brasil
011 55 11 + número do telefone
Ex.2: ligando de Aspen para Denver
1 720 + número de telefone

É permitido fazer ligações gratuitas para qualquer parte dos EUA na biblioteca pública de Aspen (120 North Mill Street). As ligações feitas dos hotéis custam caro. Para falar com o Brasil, a melhor opção é usar cartão telefônico internacional. Não há muitos telefones públicos em Aspen, mas é possível encontrá-los próximo à Igreja St. Mary’s ou na estação de ônibus. No geral, cada moeda de US$ 0,25 dá direito a dois minutos de ligação para os EUA e um minuto para o Brasil, mas os preços variam. Os cartões são vendidos por US$ 5, US$ 10 e US$ 20 em qualquer supermercado ou loja de conveniência. Cartões de US$ 20 oferecem, em média, mil minutos de ligação dos Estados Unidos para o Brasil.

Telefone local de emergência – 911 (para emergências médicas, incêndio e polícia)

Informações turísticas – Há quatro centros de informação turística em Aspen – todos muito fáceis de encontrar. Um fica no aeroporto, um em um quiosque próximo aos teleféricos -, um ao lado do Opera House e o central, que fica logo depois da biblioteca da cidade.

Aspen Chamber Resort Association (Agência central)
425 Rio Grande Place
Tel: 1(970) 925-1940
www.aspenchamber.org
Horário de funcionamento: seg. a sex., das 8h30 às 17h

Visitor Center da Wheeler Opera House
320 E. Hyman Ave.
Tel: 1(970) 920-7148
Horário de funcionamento: seg. a dom., das 10h às 18h, durante todos os dias do ano

Guest Pavilion (quiosque)
Esquina da Cooper Avenue Mall e Galena Street
Horário de funcionamento: seg. a dom., das 10h às 18h.

Aspen/Pitkin County Airport
Tel: 1(970) 920-5380
Horário de funcionamento: seg. a dom., das 9h às 21h

Moeda – Dólar americano. Veja a cotação da moeda no site economia.uol.com.br/cotacoes/

Câmbio – Quem tem cartão de crédito internacional não precisa de mais nada em Aspen. Eles são aceitos em todos os restaurantes, farmácias, supermercados, cafés e até nos estacionamentos. Mesmo assim, é bom ter algum dinheiro em espécie para colocar nos parquímetros (estacionamentos de ruas pagos com moedas) e para pequenos gastos. Há caixas eletrônicos associados às redes Cirrus e Plus espalhados por toda a cidade. É possível comprar dólares ou trocar “travelers cheques” no aeroporto ou nas agências bancárias da cidade, mas normalmente há cobrança de comissão de 0,50% a 2,5% sobre o valor trocado, ou taxa de US$ 10 a US$ 30, por transação.

Gorjetas – Entre 15% e 20% sobre o valor total gasto em restaurantes, bares e corridas de táxi ou de limousines. Normalmente, os clientes dão 16%, o dobro do valor do imposto cobrado pelo Estado da Califórnia, que é de 8,5% e que vem incluído nas notas fiscais de qualquer produto ou serviço. As gorjetas nos EUA não são obrigatórias, mas é praxe. Deixar de gratificar pelo serviço é sinal de descortesia.

Correios – Aspen tem apenas uma agência de Correios, que fica próximo à Community Church e que funciona de seg. a sex., das 9h às 17h. Quem se hospeda em Snowmass tem duas outras opções.

Aspen Post Office
235 Puppy Smith St
Tel: 1(800) 275-8777
Horário de funcionamento: seg. a sex., das 8h30 às 17h, e aos sábados, das 9h às 12h

Snowmass Village Post Office
0016 Kerns Rd, Snowmass Village

Snowmass Post Office
26900 Highway 82, Snowmass

Outros endereços e horários de funcionamento estão disponíveis no site usps.whitepages.com/post_office/search?s=co&z=aspen .

Internet – A biblioteca pública da cidade (120 North Mill Street) oferece acesso gratuito à Internet. No centro de Aspen, há apenas um Internet café – o World Link café, onde a conexão é paga. Também é possível usar os serviços da Starbucks Coffee, na entrada dos teleféricos da Aspen Mountain. Na maioria dos hotéis, mesmo nos de duas estrelas, o acesso à Internet é gratuito. Vale verificar se o hotel oferece esse serviço na hora da reserva.

Aspen Public Library
120 N Mill St, Aspen
Tel: 1 (970) 429-1900
Horário de funcionamento: seg. a qui., das 10 às 21h; sex. e sáb., das 10h às 18h; dom., das 12h às 18h. Não abre aos feriados.

World Link Cafe
720 East Durant Avenue, Suite E-1
Tel: 1(970) 544-0001

Segurança – É possível fazer passeios a pé, de bicicleta, de ônibus ou de carro a qualquer hora, sem preocupação com assalto ou roubo. As estradas são seguras, mas há perigo de nevascas durante o inverno. Quem não está acostumado a dirigir na neve deve trafegar de ônibus. O serviço é eficiente e gratuito dentro do perímetro urbano e até as estações de esqui.

Voltagem e tomadas – No Colorado, a voltagem mais comum é de 120 volts, mas há hotéis e pousadas que usam também a de 220 volts. As tomadas têm dois pinos planos – um mais largo e outro mais estreito.

Pesos e medidas – Nos EUA, em vez de graus centígrados, mede-se a temperatura em Fahrenheit. Em lugar de quilo, usa-se libra para peso, e, em vez de quilômetros, calcula-se distância em milha. Litros devem ser convertidos em galões. Veja a equivalência:

1 milha = 1,61 km
1 lb. = 453,59 g
1 galão = 3,787 litros
32 F = 0° C

Equação para converter Fahrenheit em centígrados:
[graus fahrenheit] – 32 x 5 : 9 = graus centígrados
Ex: 90 graus Fahrenheit – 32 x 5 : 9 = 32,2 graus centígrados

Equação para converter centígrados em Fahrenheit:
[graus centígrados] x 9 : 5 + 32 = graus Fahrenheit
Ex: 32,2 x 9 : 5 + 32 = 90 graus Fahrenheit

Bahia vai “Espichar o Verão 2011″

O projeto Espicha Verão chega a sua 4ª edição no próximo dia 26 de março, sábado. Este ano, o Espicha será na Praia do Bogary, na Ribeira, a partir das 15h e pretende valorizar a Penísula Itapagipana, reduto de muitos atrativos turísticos como a Igreja do Bonfim, a Ponta de Humaitá, a Sorveteria da Ribeira, o Memorial Irmã Dulce e a Baía de Todos os Santos.

Diversos artistas plásticos de Itapagipe, além das atrações musicais e a tradicional culinária típica que vai dos Frutos do Mar ao Cozido, da Avenida Beira Mar, estarão nesta edição. Os shows serão realizados num palco flutuante no mar. Já estão confirmadas até o momento, as apresentações da Banda Mametto, Carlinhos Cor das Águas, Patrícia Costa e o Grupo de Chorinho da Visgueira do Bira. Outros nomes serão divulgados no início da próxima semana.

Além do palco, haverá ainda a Praça das Artes com artistas locais, o grupo itinerante de teatro Filó, a Praça de Artesanato, o concurso de Caldos e Pratos Praia 24 Horas, o cinema, as aulas de educação ambiental e as competições esportivas, com o remo.

Para que o serviço e o atendimento aos moradores e turistas seja perfeito, o SEBRAE, a ABRASEL e o SENAC farão um curso de capacitação profissional com ambulantes e comerciantes itapagipanos, no próximo dia 23 de março, no colégio Costa e Silva, Ribeira.  As inscrições devem ser feitas pelo telefone 3266 3357.


Sobre o Espicha Verão
O projeto foi criado em 2008 com a finalidade de prolongar a permanência do turista após o carnaval, que naquele ano começava em janeiro. “Espichar o verão” representava diminuir os prejuízos da baixa estação, seguida com o fim da folia de momo.

Com a realização de pesquisas, a Setur e a Bahiatursa verificaram a aprovação do projeto pelos moradores, turistas e imprensa. A proposta de esticar e atrair visitantes no período se confirmou. O projeto foi ganhando repercussão nacional e se consolidando a cada ano. Foi premiado como Top de Turismo ADVB/2008 e obteve em mídia espontânea R$ 1.102.000,00, em 140 reportagens realizadas por jornais impressos, sites e revistas de todo o país.

O evento gratuito é uma realização do Governo da Bahia, através da Secretaria Estadual do Turismo e da Bahiatursa.
Conta ainda com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador, Instituto Mauá, Polícia Militar, IMA e trade turístico da Bahia (SEBRAE, ABRASEL, SENAC ABRE, SHRBS, ABIH, ABAV).

Site do Espicha Verão 2011 já está no ar
O site oficial do Espicha Verão já está no ar. No endereço http://espichaverao.bahia.com.br os internautas podem encontrar todas as informações, novidades e a cobertura em tempo real do evento, que será realizado nos dias 26/03 e 27/03, na Ribeira.

Para quem não conhece o projeto, a página traz notícias da edição 2010, realizada na Barra, com matérias e fotos sobre todas as atrações que se apresentaram no Praia 24h, além das exposições na Praças das Artes e o concurso de caldos.

No site Youtube também estão disponíveis vários vídeos das edições anteriores, como a apresentação do músico Barbarito Torres da banda cubana Buena Vista Social Club. Para acessar os vídeos basta acessar o endereço www.youtube.com e no espaço para pesquisa digitar Espicha Verão.

Penísula de Itapagipe
Em 1938 a península era glamurosa, onde existia um hidroporto, clubes e nobres palacetes. O local compreende os bairros do Uruguai, Roma, Boa Viagem, Monte Serrat, Ponta do Humaitá, Belvedere, Bonfim, Ribeira e Alagados. Possui muitos atrativos turísticos como o a Igreja do Bonfim, Sorveteria da Ribeira e o mais bonito pôr do sol de Salvador, na Ponta do Humaitá.

Segunda feira é dia do tradicional cozido nas barracas da praia do Bogary. A Avenida Beira Mar é muito apreciada pelos boêmios, com muitos bares, onde o cardápio varia do churrasco aos frutos do mar.

Programação
 

Praia do Bogary – Ribeira

23/03/2011 – Quarta-Feira
• Palestra/Oficina para capacitação dos empresários e ambulantes com o SEBRAE, ABRASEL e SETUR/Bahiatursa, das 08h às 12h, no Colégio Costa e Silva – Ribeira

26/03/2011- SÁBADO
Shows no Palco Flutuante
Horário Atrações
14h às 15h- Chorinho da Visgueira do Bira
15h10 às 5h40 – Lázaro Gomes- Show de Coração- MPB
15h50 às16h20 – Grupo Lavai Borracha
16h30 às 16h50 – GRUPO CULTURAL ITAPAGYPE CANTA – PAULO FARIA E BEGO
17h às17h30 – Vitrola 71- Hip Hop
17h20 às17h50 – Grupo Partidão
18h às18h50 – CARLINHOS COR DAS ÁGUAS
19h10 às 20h10 – Patrícia Costa
20h30 às 21h – CARLOS PITA- participação
21h20 às 22h30 -MAMETTO
22h50 às 00h20 – A COR DO SOM

Apresentações na rua
17h– Mostra Cultural, Artesanato, Mostra de Capoeira
18h – Abertura da Praça das Artes e Praça Gastronômica
20h- Cinema na Praça – Filmes: Cidade Baixa e Quincas Berro D´Água do cineasta baiano Sérgio Machado
Teatro Itinerante – Grupo Filó

27/03/2011 – DOMINGO
8h30 – Atividade Recreativa (Infantil)
9h – Regata Espicha Verão de Remo- Praia da Beira Mar
17h – Música Instrumental – Ponta do Humaitá (Fred Menendez)

Fonte | Espicha Verão Bahia